Esta questão já
circula em mim à alguns anos, sendo que estes dias foi colocada novamente
em tema de conversa entre mim e uma grande amiga, estudante de psicologia e que
tal como eu, temos ansiedade à bastantes anos.
Quando atribuo o
conceito "moda", refiro que atualmente toda a gente diz
dramaticamente ter ansiedade e constamos diálogos ridículos como:
"Ai tens
ansiedade ? Eu também tenho! E a minha prima também, e a minha irmã! E as vezes
a minha mãe também. Mas o que sentes ? Não sei explicar. Dor no peito. E tens
ataques? Não. E já foste ao médico? Não, não é tão grave. Tomas medicação? Não."
Isto é grave. E
passo a explicar-vos porquê.
A doença da
ansiedade, apesar de já existir à centenas de décadas, apenas no século XXI com
a valorização da psicologia, começou a ser mais estudada e infelizmente também
mais despertada, visto que estamos num século em que somos constantemente
colocados em situações de pressão e stress.
No entanto, e com
muita pena minha, ainda existe muito tabu em volta da doença visto que os
sintomas que esta revela não são fáceis de perceber, para quem se encontra do
lado de fora.
Tal como já referi
em artigos anteriores, já ouvi comentários como "são coisas da tua
cabeça" ou de uma forma mais linear "não tens os parafusos
todos".
Portanto, perante
uma doença que por si ainda é um mistério principalmente para a sociedade
comum, se em cada virar da esquina, há alguém que quando está nervoso sente uma
dor no peito e daí em diante auto-intitula-se como tendo ansiedade, o que vai
acontecer? A doença deixa de ser credível aos olhos da cidadania, porque
subitamente virou “moda”.
Quem são os
prejudicados? Os que realmente lutam contra ela, e por algum motivo numa
conversa de café, dizem ter esse problema e não são minimamente levados a
sério.
É importante saber
distinguir situações em que ficamos ansiosos por um determinado motivo, ou quando
isso faz realmente parte do nosso dia-a-dia e paralelamente além da medicação,
tentamos domar os nossos sintomas.
Todos nós sentimos
o nervosismos da ansiedade, somos seres-humanos dotados com instintos de
sobrevivência, no entanto até que ponto influência e limita o nosso quotidiano?
Até que ponto foi um mero nervosismo ou realmente uma patologia com necessidades médicas?
A ansiedade é um
tema que escrevi publicamente a primeira vez à uns meses, contudo continuarei a
partilhar com vocês, este lado de uma Susana "mais frágil" para uns ou
"mais forte" para outros.
Não sou médica, nem
partilho conhecimentos académicos na área da saúde, no entanto estou lado
a lado com vocês para puder contar-vos aqueles dias que me assustam, e que
posso/podemos fazer para ser /sermos melhor(s).
PS: Desculpem se inconscientemente desvalorizei os sentimentos
de algum leitor, contudo os temas "proibidos" têm que ser quebrados.
Até ao próximo artigo
Beijinhos,
Susana Ribeiro


Eu, infelizmente, tenho de lidar com os ataques de ansiedade/pânico. Não sou muito feliz por isso, não, mas de facto, há sempre dias melhores. ;)
ResponderEliminarO que realmente é frustrante como dizes, é a nossa sociedade pois ela é que nos leva a esse ponto de ruptura! E ainda mais frustrante é que só importas se fores "capaz", de desempenhar certo tipo de atividades, caso não o consigas, deixas de fazer parte do baralho.
Simples assim..
Obrigada pelo conteúdo, acho que muita gente tem vergonha de falar sobre este tema.
Beijinho
www.trendsandfashionblog.pt
Infelizmente não tenho esse problema, acho eu. Há sempre alturas piores, em que o stress se apodera, mas de maneira geral sou uma pessoas feliz com as preocupações típicas do dia a dia e do trabalho.
ResponderEliminarUm beijinho grande*
Vinte e Muitos
Eu já tenho a mais de cinco ano, faço medicação diária e costumo ter crises Frequentes. Contudo e um tema que não tenho qualquer complexo em abordar, e vou abordar mais vezes e de diversas perspectivas. O importante é ser forte, otimista e aos poucos elucidar um pouco mais a nossa sociedade. Obrigada pelos comentários meninas
ResponderEliminarVou seguir os blogues 😘
Beijinhos,
Susana Ribeiro